A COMAJ FALA MAS NÃO CONVENCE
Advogada da empresa COMAJ enviou carta ao Jornal de Negócios. Nela, alega que são inocentes a empresa e sua diretora Maria Helena Mesquita Londe.
Esta coluna reafirma tudo o que disse. O representante do Ministério Público de Araxá denunciou a empresa e sua diretoria por fraude no concurso de Araxá. Também em Bom Despacho e Moema a empresa e sua diretora estão indiciadas em ICP (Inquérito Civil Público). As fraudes são as mesmas praticadas em Araxá.
As evidências contra a COMAJ, a AMN e Maria Helena Mesquita Londe são contundentes. O testa de ferro de Maria Helena Mesquita Londe na AMN é seu sócio em um escritório de advocacia em Pimhui. Maria Helena e suas empresas estão sendo processadas em diversas cidades como São Roque de Minas, Pompeu, Passos, entre outras.
Nota publicada no Jornal de Negócios de 64 de março de 2010.
Maria Helena tinha três especializações na área de fraudes contra os municípios. Primeiro, a arte da onipresença. Embora fosse só uma, ela conseguia "trabalhar" em várias prefeituras ao mesmo tempo.
Segundo, a arte de fraudar concursos. A técnica era primitiva. Os candidatos marcados para passar, simplesmente recebiam a nota, independentemente do resultado das provas. Como não havia controle, isto era fácil de fazer. Mas, algumas vezes, usaram uma técnica ligeiramente mais "aperfeiçoada": o candidato comparecia para fazer a prova, ficava em sala de sala, mas apenas fingia preencher as respostas. Mais tarde, os corretores preenchiam para ele. Pronto.
Terceiro, a arte de fraudar licitações. Ou seja, quando a prefeitura licitava a empresa que faria o concurso, Maria Helena Londe já sabia, desde o início, a empresa que sairia vitoriosa: ela mesma. Para isto, ela tinha mais de uma empresa, e mais algumas empresas associadas.
Finalmente, elas encontraram em Pitangui, uma juíza corajosa e preparada, que pôs fim à farra. Mesmo assim, há muito que se lamentar. O processo durou quatorze anos. Isto, só no primeiro grau. Como cabe recurso, podemos esperar mais alguns anos antes de um resultado final.
Pode-se imaginar quanto dinheiro público pode ter ido para o ralo nestes quatorze anos. Ainda mais que essa turma já vinha sendo processada em vários municípios deste pelo menos 2008.
Processo: nº: 0003480-76.2011.8.13.0514
Classe: AÇÃO CIVIL DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA
Comarca: Pitangui
Acompanhe aqui, notícias sobre os processos pelas fraudes em Moema e Bom Despacho.