Demora do acordo
Negociar com a União Europeia não é fácil. São 27 países, cada um com sua visão de mundo e suas necessidades. A França e a Polônia, por exemplo, têm medo da competição brasileira na área de carne de vaca.
No Mercosul não é diferente. Argentina, Brasil, Uruguai, Paraguai e outros, também têm necessidades e interesses diferente.
Última adesão
A solução dos conflitos e atendimento a todas as necessidades exigiu quase três décadas de negociação. No final, a autorização do acordo dependia da concordância ou da França, ou da Itália. As duas são resistentes a acordos que possam prejudicar seus agricultores. Especialmente a França, onde eles são fortes e ativos.
Recentemente, o presidente Lula teve reunião com a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, considerada uma negociadora durona. Mas, deu certo. Ela concordou, e Bruxelas marcou a assinatura para o próximo dia 17 de janeiro.
Por que o acordo é importante?
Atrás somente da China, a União Europeia é o segundo maior importador do Brasil. Com a queda das tarifas, o Brasil poderá vender muito mais. O principal beneficiado será o agronegócio. Mas o custo de vida cairá para o brasileiro também. Produtos como azeites e vinhos devem ter redução de preços entre 30% e 50%.
O Brasil exporta principalmente petróleo e combustíveis, soja, café, mate, minério de ferro, grãos, frutas, sementes, polpa de madeira, ferro, aço, máquinas e aviões.
Em compensação, importa medicamentos, produtos químicos, vinhos, azeites, veículos, instrumentos, máquinas pesadas.
Tempo
O acordo entra em vigor imediatamente, mas seus benefícios vão aumentando ao longo de 10 anos. As tarifas (imposto de importação) não cairão todas de uma vez. Será um processo de longo prazo para que os países se adaptem. Mas, mesmo no curtíssimo prazo, já haverá ganhos consideráveis para os dois lados.