Já faz tempo que os Estados Unidos perderam importância nas compras dos produtos agrícolas brasileiros. Enquanto eles compravam menos, a China, e Europa e o resto do mundo passaram a comprar cada vez mais. Atualmente, os americanos importam apenas 1/4 do que importam os chineses.
Mesmo os europeus, historicamente mais fechados ao comércio exterior, já compram mais do dobro do valor comprado pelos Estados Unidos.
Acordo Mercosul com a União Europeia
Com assinatura marcada para o dia 17 de janeiro, o acordo do Mercosul com a União Europeia diminuirá ainda mais a importância dos Estados Unidos com nas exportações do agro brasileiro. Isto é especialmente relevante numa época em que o presidente americano, Donaldo Trump, elevou as tarifas contra muitos produtos brasileiros. Embora ele tenha recuado com relação a muitos itens, ainda há danos para os brasileiros.
O precedente que o presidente americano abriu é de decisões unilaterais que bagunçam não apenas o mercado brasileiro, mas o mercado mundial. Nenhuma economia prospera em ambiente volátil, onde um país muda suas regras conforme o humor do presidente a cada dia.
Num sentido oposto vai o acordo a ser firmado com a UE, após mais de duas décadas de negociação: ele promete decisões maduras, discutidas entre adultos que defendem os interesses dos seus povos, sem interferir na política interna uns dos outros.
Repercussões e otimismo
A assinatura do acordo tem reflexos imediatos no otimismo dos produtos brasileiros. Mas, a maior parte dos benefícios chegará por etapas, ao longo dos próximos dez anos. Isto não significa que não haverá benefícios imediatos. Por exemplo, o preço dos vinhos e azeites europeus devem começar a cair já este ano. Por outro lado, a exportação brasileira de café solúvel, e frutas, já deve aumentar este ano.
O certo é que o Brasil e o agro entraram mais sorridentes em 2026.