Alerta

17 de janeiro de 2025: União Europeia e Mercosul assinam acordo histórico

Após 25 anos de discussões, Mercosul e União Europeia fecham acordo

Fernando Cabral Por Fernando Cabral, em 17/01/2026 17:52
17 de janeiro de 2025: União Europeia e Mercosul assinam acordo histórico
Os benefícios do acordo União Europeia com o Mercosul começarão a dar frutos em breve, mas os seus benefícios continuarão crescendo pelos próximos 10 anos
O acordo assinado hoje em Bruxelas trará benefícios enormes para toda a Europa e para os países do Mercosul. Destes, o Brasil, devido ao tamanho da sua economia, colherá os maiores benefícios. Mas, mesmo os países que ainda não fazem parte do Mercosul serão beneficiados.

É difícil exagerar a importância do acordo assinado hoje em Bruxelas. Ele cria um mercado com 700 milhões de consumidores. Neste mercado, mais de 90% dos produtos poderão ser importados ou exportados sem tarifas. Ou seja, os produtos brasileiros chegarão ao mercado Europeu em condições facilitadas para concorrer com outros fornecedores. Por exemplo, nossa carne ficará mais barata do que a carne da Austrália. Nossa soja ficará mais barata do que a soja americana. Na outra mão, queijos, vinhos, azeites, equipamentos hospitalares, produtos químicos, medicamentos e muitos outros, ficarão mais baratos no Brasil.

Nesta longa luta, que durou 25 anos, o Brasil nunca esmoreceu. Nuna desacreditou. Conseguiu, finalmente, vencer todas as resistências de um lado e de outro. Agora o acordo está fechado. Ainda faltam alguns passos burocráticos, mas foi uma grande vitória.

Resistências

Se o acordo é tão bom para ambos os lados, de onde estavam vindo as resistências?

Cada país tem seus pontos fortes e seus pontos fracos. Por exemplo, na Europa, os grandes produtos de carne são Polônia, França e Espanha. Portanto, seus produtores temem que a carne brasileira chegue aqui mais barata do que a queles produzem. E deverá chegar!

Na Argentina, há um grande temor entre os produtos de vinho. Eles têm vantagens quando vendem vinho para o Brasil, mas, com a chegada dos vinhos europeus, sem tarifa, muitos vinhos portugueses, franceses e italianos chegarão ao Brasil mais baratos do que os argentinos.

Há produtos onde quase não há resistência. É o caso da venda de aviões brasileiros pequenos e médios, para a Europa; e de equipamentos médico-hospitalares da Europa para o Brasil.

Mas, é bom notar que as resistências são localizadas. Para o povo, para o consumidor, só há benefícios, pois os produtos europeus ficarão mais baratos no Mercosul; e os produtos do Mercosul ficarão mais baratos na Europa. Ambos os lados ganham.

Desde hoje, o Brasil tem um mercado com 700 milhões de consumidores. Isto é muito bom para nossa economia. Uma vitória da esperança, da persistência e da capacidade de negociar.

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