Um banco é liquidado quando não tem condições de devolver o dinheiro dos seus clientes. Quando isto acontece, correntistas e investidores têm um seguro que cobre prejuízos de até R$ 250 mil. Este seguro é conhecido como FGC (Fundo Garantidor de Créditos). O dinheiro deste fundo é do próprio sistema bancário.
Com a quebra do banco, as vítimas estão recorrendo ao fundo para receberem seu dinheiro de volta. É aí que entra o GOLPE EM CIMA DO GOLPE! Os vigaristas, aproveitando-se deste momento de angústia dos clientes, ligam se dizendo responsáveis pela devolução do dinheiro. Para agilizar a devolução, pedem à vítima, informações sobre suas contas bancárias.
Algumas vezes, além de pegarem as informações, também pedem dinheiro para agilizar a devolução.
Se a vítima passar as informações, será roubada. Se transferir dinheiro, nunca mais o verá.
Como não cair no golpe
- Nunca passe informações pessoais e bancárias para pessoas que ligam para você;
- Não acredite quando dizem que são do banco ou de outras instituições financeiras;
- Não clique em link que recebeu via redes sociais ou e-mail;
- Desconfie sempre.
- Lembre-se: maior a esmola, maior o perigo
O que fazer
- Se você foi vítima do golpe do Master, baixe o aplicativo do FGC diretamente da loja do seu celular (Android ou Apple, conforme o caso). Observe com cuidado se é mesmo o legítimo aplicativo do FGC;
- Cadastre-se;
- Faça o pedido de ressarcimento;
- Informe sua conta bancária para receber o dinheiro (não passe senha jamais!).
O que não fazer
- Não instale aplicativo de fora da loja;
- Não pague nada a ninguém!
- Não passe nenhuma senha.
Envolvidos no Golpe
Segundo a Polícia Federal, o grande golpe do Banco Master envolve políticos graúdos, fundos de pensão de estados e municípios e outros bancos públicos e fraudadores do INSS.
Entre os principais investigados estão os governadores de Brasília e do Rio, Ibaneis Rocha e Cláudio Castro, e os presidentes de 18 fundos de pensão. Embora se diga que há senadores e deputados envolvidos, seus nomes não foram divulgados.

Estes são os envolvidos com maior destaque no momento. Cláudio Castro, por ter mantido á frente do fundo de pensão dos servidores do Rio, um presidente que colocou R$ 1 bilhão no Master. Vorcaro é o arquiteto do golpe. Foi preso quando tentava fugir para Dubai, mas solto alguns dias depois. Ibaneis, governador do Distrito Federal, determinou ao BRB (Banco de Brasília) que salvasse o Master colocando pelo menos R$ 4 bilhões de reais. Zettel é pastor da Igreja Lagoinha. Foi preso quando tentava fugir para Dubai. Tem relações com o Deputado Nikolas Ferreira (que não é formalmente suspeito) e o pastor André Valadão, cujo nome já apareceu nas investigações. Paulo Henrique Costa era presidente do BRB (agora afastado) quando o banco negociou títulos podres com o Banco Master.