O mantra do mercado de capitais é bem conhecido: ganhos passados não garantem ganhos futuros. E não garantem mesmo. Também é sabido que a bolsa, por sua própria natureza, oscila. Mas, oscilar é uma coisa, bater seu próprio recorde 32 vezes e subir 34% num só ano, impressiona. Especialmente quando não há uma bolha de entusiasmo em andamento. Ao contrário, a cautela –— e até o pessimismo –— têm sido a tônica nos últimos anos.
Para se fazer uma comparação, as bolsas europeias e americanas cresceram na faixa de 15%. O mesmo aconteceu com a Bolsa Argentina. Portanto, o Brasil ficou acima delas mais do que o dobro.
No gráfico abaixo está a evolução das ações de duas empresas de economia mista, neste mês de janeiro: Banco do Brasil e Petrobrás. Este crescimento é representativo do que está acontecendo.

Brasil x Argentina
(Os números abaixo foram extraídos do FMI, CIA World Factbook, bancos centrais e outros)
Um fato interessante é que temos ouvido pessoas falarem na economia Argentina, como se estivesse indo bem. Como ela estava no fundo do poço, alguma melhor é sempre mais fácil do que quando a economia vai bem. Mas, independentemente disto, há três números que mostram que o Brasil tem uma economia bem mais sólida e robusta do que a argentina.
Moeda local x dólar
Em moedas locais (peso e reais), a bolsa da Argentina subiu 15% e a do Brasil, 34%. A vantagem aí é óbvia. Mas, quando o crescimento é convertido para dólar americano, a diferença cresce ainda mais. De fato, com relação ao dólar, a bolsa do Brasil cresceu 50,7%, enquanto a da Argentina encolheu -5,9%. A diferença a favor do Brasil é gritante.
Reservas internacionais
Também neste aspecto, a posição do Brasil é muito mais confortável do que a Argentina. Nós temos US$ 362 bilhões, enquanto a Argentina tem R$ 32 bilhões. Portanto, as reservas brasileiras são cerca de doze vezes maiores do que as reservas argentinas.
Dívida interna
A dívida interna da Argentina é de 154,6% do PIB. A dívida interna brasileira é de 80% do PIB. Portanto, a posição brasileira é muito mais confortável.
Dívida externa
Ao lado da dívida interna (em peso e reais), há a dívida externa, em dólares. A dívida do Brasil é de US$ 198 bilhões, e a da Argentina, em torno de R$ 100 bilhões. Ou seja, a dívida da Argentina é mais do que o dobro das suas reservas; já a dívida brasileira, é a metade de suas reservas.
Portanto, a Argentina está em situação difícil. Isto prejudica o Brasil, pois o mercado argentino é um grande consumidor de produtos brasileiros. Quando a economia deles vai mal, a economia brasileira perde.
Lojas Havan
Uma forma de examinar o crescimento da economia é observar o comércio varejista. Quando a economia vai bem, ele crescen; quando vai mal, ele se paralisa ou até recua. As Lojas Havan não têm ações negociadas na bolsa. Ela pertence à família do empresário Luciano Hang. Por isto, é bom examinar sua evolução nos últimos anos:
Entre 2023 e 2025, a empresa abriu onze lojas novas. São mega lojas, na verdade. Cada uma delas gera entre 150 e duzentos empregos, e exige investimentos em torno de 40 milhões.
Para 2026, a expectativa é abrir pelo menos mais 8 lojas, para comemorar os 40 anos da empresa. O empresário diz que estas já estão garantidas, mas que pode abrir outras, pois pretende chegar a 200 instalações Brasil afora.
O significado deste crescimento da Bolsa
Muito gente não sabe como a bolsa funciona, e não tem interesse nela. No entanto, num país capitalista como Brasil, o crescimento é altamente significativo. Especialmente quando empresas não negociadas na bolsa (como as Lojas Havan) também está crescendo em ritmo acelerado.
O crescimento de empresas como o Banco do Brasil mostra que o setor bancário está girando mais dinheiro. Sem circulação de dinheiro não há crescimento.
O crescimento da Petrobrás, mostra que há maior produção, distribuição e venda de combustíveis. Quando a economia cresce, é necessário mais combustível para movimentar os produtos.
Quando lojas de varejo como a Havan crescem, é sinal de que o povo tem mais dinheiro para consumir.
Estes números mostram que a vida financeira do brasileiro melhorou de forma significativa em 2025. O que é melhor: 2026 começa muito promissor.