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O Governador Jorginho Mello é racista

Ao sancionar uma lei estadual explicitamente racista, o Governador Jorginho Mello de Santa Catarina prova que é racista

Benício Por Benício, em 28/01/2026 15:18
O Governador Jorginho Mello é racista
Na última quinta-feira o Governador bolsonarista Jorginho Mello sancionou uma lei racista, derivada do projeto de um Deputado Estadual também bolsonarista.

Pessoas de bem assassinaram o Orelha:

Quatro adolescentes de Classe Média Alta assassinaram, com requintes de crueldade extrema, um cachorrinho vira-latas simpático, o Orelha, e logo em seguida viajaram para a Disney, nos Estados Unidos, para ver o Pateta, o Mickey e o Pluto. É trágico e não é mera coincidência.

Bolsonaristas defendem a diminuição da maioridade penal:

A propósito, se a proposta da Direita bolsonarista, de baixar a maioridade penal para 16 anos, estivesse em vigor, todos os quatro menores facínoras poderiam ser presos e condenados agora. Sou radicalmente contra essa medida, porém é uma grande ironia, porque os agressores são de Classe Média Alta, aqueles que os bolsonaristas chamam de “pessoas de bem”.

Santa Catarina se mostra um Estado NAZISTA:

Não por acaso esse fato se deu em Santa Catarina, Estado que vem se mostrando, desde a eleição do Genocida Condenado, com uma tendência assustadora para o NAZISMO, com todos os seus consectários: racismo exacerbado, incluindo discriminação contra nordestinos, aporofobia exacerbada, violência contra os diferentes e crueldade contra animais indefesos, entre outras coisas nefastas.

Em Santa Catarina, saudação NAZISTA em frente ao Quartel:

Em 02/11/2022 os bolsonaristas, reunidos em frente ao Quartel do Exército em São Miguel do Oeste, fizeram uma clara saudação NAZISTA, em protesto contra a eleição democrática de Lula para Presidente. A manifestação foi ostensiva e inequívoca. Entretanto, mesmo assim, os Promotores de Santa Catarina determinaram o arquivamento da investigação e declararam que não se tratava de saudação NAZISTA. Ou seja, os Promotores de Santa Catarina foram cúmplices daquele ato horrendo. É lamentável.

O Governador Santa Catarina mostra que é racista:

O Governador Jorginho Mello, bolsonarista empedernido, mostrou na prática que é racista. O racismo e a discriminação de minorias e de outras etnias são traços marcantes do NAZISMO. Na última quinta-feira, dia 22/01/2026, Jorginho Mello sancionou uma lei ostensivamente racista e inconstitucional, a lei que proíbe as quotas raciais no Estado de Santa Catarina. Aliás, o projeto saiu da caneta de um Deputado Estadual bolsonarista, como era de se esperar. Essas tais “pessoas de bem”, bolsonaristas, não conseguem disfarçar suas tendências NAZISTAS.

A lei é tão nojenta, que não abole todo o regime de quotas, mas apenas as raciais, ou seja, as que contemplam os negros.

O Supremo cumpre o seu papel constitucional:

Pois bem, o Supremo já suspendeu a eficácia dessa lei NAZISTA e o Ministro Gilmar Mendes deu prazo de 48 horas para o Governador bolsonarista se explicar.

A Lei Áurea e a indenização para os escravocratas:

Em 1888 a Princesa Isabel, em substituição ao seu pai, Dom Pedro II, escravagista covarde que se escondeu na Europa, assinou a Lei Áurea, pondo fim à escravidão legal. A escravidão real continuou, sob diversas formas.

Por incrível que pareça, os antigos senhores de escravos foram indenizados pela perda de seu patrimônio. Esses seres abjetos, “cidadãos de bem” da época, não tratavam os negros como pessoas, mas sim como patrimônio e por isso o Estado estava obrigado a indenizá-los pela “perda de patrimônio”, com o fim da escravidão legal.

E o que os senhores de escravos fizeram? Por acaso contrataram os ex-escravizados que possuíam todo o know-how dos ofícios das fazendas, inclusive da operação dos engenhos de açúcar? Não. Os rancorosos e violentos senhores de escravos expulsaram os negros e os abandonaram na “rua da amargura”, sem nenhum tipo de apoio ou consideração cristã que fosse. Esse fato marcou o início das favelas no Brasil e dos bairros como a Tabatinga, em Bom Despacho.

O Estado elitista bancou a vinda de colonos brancos:

Mas, em compensação, com a ajuda do Estado, que bancou tudo, foram trazidos colonos brancos, loiros e de olhos azuis, da Europa, com tudo pago, com emprego garantido e um pedaço de terra para morar. Muitos descendentes desses colonos, hoje residentes em Santa Catarina, não têm sequer gratidão e muito menos compaixão. Mesmo assim se dizem cristãos.

Quota é pouco, é preciso indenizar:

Agora os bolsonaristas querem destruir as quotas raciais, que são uma pequena compensação por todo tricentenário sofrimento por que passaram os ancestrais dos negros e descendentes.

O Estado brasileiro devia era indenizar essas pessoas, sem prejuízo das quotas.

QUE VERGONHA, Governador Jorginho Mello et caterva!

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