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Presa na Itália desde que fugiu do Brasil, Zambelli teve mais um recurso negado

A justiça italiana negou hoje mais um recurso de Zambelli. Amanhã (11/2) haverá outro julgamento

Fernando Cabral Por Fernando Cabral, em 10/02/2026 14:42
Presa na Itália desde que fugiu do Brasil, Zambelli teve mais um recurso negado
Os advogados da ex-deputada haviam pedido a troca dos juízes. A justiça entendeu que não há motivo para substituição. Amanhã o julgamento passará a nova fase.
Presa na Itália desde 29 de julho de 2025, Carla Zambelli já tentou vários recursos para evitar sua extradição para o Brasil. No último, negado hoje, ela pedia a substituição dos juízes que deverão julgar o pedido de extradição.

Desde que foi presa, a ex-deputada Carla Zambelli já entrou com vários recursos, sempre adiando o julgamento da sua extradição. Enquanto isto, ela continua presa na Itália.

No último recurso, julgado hoje, Zambelli pedia que os juízes fossem substituídos. No entanto, a corte considerou o pedido descabido, e deverá prosseguir com o julgamento.

Amanhã, dia 11 de fevereiro, os magistrados devem se reunir novamente. Se perder, terá oportunidade de recorrer a outro tribunal. 

O processo de extradição é longo, pois passa por duas cortes e, depois delas, ainda vai para o Executivo. É este quem dá a última palavra. No entanto, se Zambelli for condenada em ambas as cortes, o Executivo fica praticamente impossibilidade de negar a extradiição. Enquanto isto, Zambelli continua presa.

Questões de saúde e desconforto

Quando deputada, Zambelli criticava as pessoas que defendiam uma vida digna para as prisioneiras no Brasil. Ela, por exemplo, se pronunciou contra a entrega de absorventes femininos para as presas. No entanto, na Itália, reclamou repetidamente que não tinha xampu, sabonete e tinta para pintar seus cabelos. Tudo aquilo que dizia que as presas brasileiras não podiam receber nas prisões, ela reivindicou receber na Itália. Sem sucesso.

Saúde

No que já se tornou uma tradição entre políticos presos, Zambelli também alegou que não podia ficar presa, pois sua saúde não permitia. Ela deveria ficar em casa, dizia. No entanto, os peritos enviados pela justiça italiana declararam que ela não tinha problema de saúde que recomendasse sua prisão domiciliar. Eles declararam, também, que se a extradição fosse determinada pela justiça, ela tinha plenas condições de ser enviada de volta ao Brasil para cumprir a pena aqui.

Amanhã deverá sair nova decisão a respeito do caso dela.

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