O brasileiro passa por uma dissonância cognitiva. O fenômeno não parece acidental, mas produzido pelas redes sociais, por meio de robôs, e muita repetição. Nos últimos 12 meses, todos os números que os economistas usam para medir a saúde da economia de um pais indicam que o Brasil melhorou. Apesar disto, praticamente a metade da população acha que não melhorou. Neste vídeo, Caio Megali, economista-chefe da XP, indica os sinais positivos da Economia.
Para os apressados que não tiverem quatro minutos para ver o vídeo, vale o resumo:
Em 2025, a inflação foi domada e a perspectiva para 2026 é que continue a cair. Os alimentos tiveram inflação zero. Para 2026, deverá continua em zero, a não ser que ocorra algum acidente climático mais sério, como El Niño. Também com relação ao déficit fiscal, a XP entende que o governo tomou as medidas necessárias e que 2026 haverá melhora.
Quem é a XP?
A XP controla cerca de 11% do mercado financeiro no Brasil. Ela tem 4 milhões de clientes e também está presente na bolsa de valores dos Estados Unidos. Com 25 anos de mercado, é considerada uma empresa muito sólida, que tem trazido lucros para seus clientes.
Resumo do resumo das previsões da XP
- O ambiente global continua favorecendo a valorização do real;
- A XP elevou a projeção do PIB de 2026 de 1,7% para 2,0%;
- Com o aumento da renda do trabalhador, a demanda deve crescer;
- Com os cortes de despesa, o governo deve cumprir as metas de resultado primário em 2026 e 2027;
- O défict em conta corrente deve ficar em 3% do PIB em 2026, e cair para 2,4% em 2027;
- O real deve continuar fortalecido, embora haja incertezas políticas e fiscais;
- A projeção é que o dólar deve ficar R$ 5,60 até o final do ano, e R$ 5,80 em 2027;
- A previsão do IPCA (medida da inflação) de 2026 foi reduzida para 3,8%;
- Os taxa básica de juros (SELIC) devem cair para 12,50% ao longo do ano, chegando a 11% em 2027.