De 2025 para cá, aumentou enormemente o número de fake news que anunciam a saída de empresas do Brasil. É difícil entender por que pessoas tentam prejudicar estas empresas. Além de incomodá-las e ferir as suas imagens, estas notícias falsas interferem na visão que as pessoas mais simples têm da economia.
Na verdade, a Gerdau não está saindo do Brasil. Ao contrário. Em 2025 ela teve um bom desempenho no mercado, galgou oito posições no ranking de empresas com melhor reputação no Brasil e teve uma boa valorização das suas ações na bolsa.
A empresa produz, anualmente, mais de 15 milhões de toneladas de produtos de aço. Deste total, 73% são de ferro reciclado, o que a coloca como a recicladora de maior peso no Brasil.
Por que as fakes news?
Este tipo de fake news pode ser bancado pelo governo americano ou por multinacionais. Elas sempre fizeram isto. Os interesses são claros: desvalorizar e comprar as empresas por preço de banana, ou simplesmente levá-las à falência, abrindo campo para os detratores. Isto já aconteceu, por exemplo, com a nossa nascente indústria automobilística e também com a indústria do petróleo.
Campanhas contra empresas brasileiras e o Brasil vêm de longa data
Nas décadas de 50 e 60, o Brasil teve várias fábricas de carros nacionais. Foram todas destruídas ou compradas por multinacionais. É uma forma de destruir a concorrência e não deixar o capital brasileiro crescer.
No seu livro O Escândalo do Ferro e do Petróleo (1936) Monteiro Lobato narra a história de como os americanos, representados pela Standard Oil, sabotaram a prospeção de petróleo no Brasil. Por dizer que o Brasil tinha petróleo, Monteiro Lobato foi perseguido e preso.- Sim, Monteiro Lobato foi preso por insistir que o Brasil tinha petróleo. Ele dizia que bastava furar. Sua pregação levou à campanha O Petróleo é Nosso, que resultou na criação da Petrobrás. O partícipes desta campanha foram, principalmente, os comunistas, os intelectuais e os estudantes. Havia alguns militares nacionalistas também. Portanto, não é novidade a forma como os estrangeiros agem contra os interesses do Brasil: propagam mentiras, atacam as empresas e desqualificam os defensores do país.
Onde opera a Gerdau?
As fake news (notícias falsas com aparência de notícias verdadeiras) são plantadas sempre com interesses escusos. O que distingue as fake news das notícias simplesmente erradas é que as primeiras têm o interesse de enganar. É de propósito. Já o erro acontece por falhas, não em decorrência do propósito de enganar. Esta é a diferença entre news e fake news. Ou, em bom português, entre notícia e notícia falsa.
As notícias falsas podem pregar grandes mentiras. Muitas vezes pregam. Mas, na maioria das vezes, elas tentam usar fatos corretos, notórios e chamativos para acobertar a mentira e lhe dar aparência de verdade.
É isto que tem acontecido com muitas notícias falsas sobre a economia brasileira. O caso da Gerdau é ilustrativo.
Como se vê no gráfico ao lado, ela vai muito bem. Em 2025 e 2026, ela teve um crescimento robusto. Isto é demonstrado pela distribuição de dividendos, valorização das ações na bolsa e aumento de prestígio (subiu oito posições, em 2025). 0 gráfico ao lado mostra a valorização da empresa nos últimos 14 meses.
Onde a Gerdau opera
Criada há 125 anos, a Gerdau é uma empresa sólida e tradicional. No Brasil, suas minerações e suas usinas estão distribuídas por vários estados. Mas, há muitas décadas ela tem unidades fora do Brasil. Ela produz aço e ferro no Canadá, Estados Unidos, Argentina, Peru, Uruguai, Colômbia, República Dominicana.
É este sucesso da empresa que os fabricantes de fake news usam para desqualificar a economia brasileira. Tentam mostra que estas unidades no estrangeiro representam a saída da empresa do Brasil. No entanto, é o contrário. Elas mostram que a empresa é robusta, tem excelente domínio das tecnologias do aço e tem uma administração capaz de gerir um enorme e poderoso conglomerado internacional. Ela não se subordina ao capital estrangeiro, coleta lucros no estrangeiro.
Das 23 usinas de produção de aço, 13 estão na América do Norte. A presença dela lá é tão forte, que suas ações são negociadas na bolsa de Nova Iorque. Além de serem negociadas na Bolsa de São Paulo, é claro.
É fake news
Portanto, é fake news dizer que a Gerdau está saindo do país. Está mais forte do que nunca. Valorizou-se nos últimos anos, e entrou muito bem em 2026. Ela tem mais de 30 mil empregados e opera em vários países há décadas. Sua produção e seu valor oscilam, conforme oscila a situação do mercado mundial, que é naturalmente turbulento devido à presença de grandes produtores, como China e Estados Unidos. Mas, os 125 anos de experiência da empresa têm válido em todos os momentos difíceis pelos quais ela já passou, e continua passando. Em 2025, por exemplo, ela enfrentou as esdrúxulas tarifas americanas, mas superou e continuou crescendo.
Portanto, se você ler alguma notícia de que a Gerdau está saindo do país, saiba que você está diante de mais uma fake news. Quem a propala, ou é pago por governos estrangeiros, ou foi enganado por um desses mercenários.
