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Sensação de melhoras na inflação, bolsa, dólar e emprego chega aos bolsos

A última pesquisa Ipsos indica que brasileiro aumentou a confiança na economia do país

Fernando Cabral Por Fernando Cabral, em 25/02/2026 05:14
Sensação de melhoras na inflação, bolsa, dólar e emprego chega aos bolsos
Aumentou o número de pessoas que pensam que o Brasil está no rumo certo, os empregos são mais estáveis e dá para comprar bens de valor mais alto
Embora com alguma trepidação e incertezas, há indicadores objetivos de melhora da economia brasileira nos últimos três anos. No início de 2026 esta melhora está chegando à percepção subjetiva da população. É o que mostra a pesquisa Ipsos publicada em fevereiro.

Quase todos os indicadores sociais e econômicos de 2024 e 2025 são positivos. A bolsa de valores se projetou para o alto, o dólar despencou, o real se valorizou frente às demais moedas, os empregos aumentaram, houve ganhos reais no salário mínimo, a inflação voltou à meta. As reservas internacionais do Brasil são robustas e o Banco Central aumentou suas garantias em ouro. 

Até mesmo o tarifaço de Trump, que muitos viram com a chegada de um tsunami, acabou se esvanecendo sem estragos grandes e duradouros. Aliás, com a decisão da Suprema Corte americana de que as cobranças são ilegais, o otimismo com as exportações cresceram mais ainda.

Tarifa é o nome que se costuma dar ao que no Brasil é conhecido como imposto de importação. O objetivo deste imposto (ou tarifa) não é arrecadar, mas proteger as empresas nacionais. No entanto, o presidente americano, Donald Trump, vinha usando este recurso como ato político contra nações estrangeiras e impondo tarifas absurdas. Agora a Suprema Corte deliberou que ele não tinha autoridade para fazer isto. Estas tarifas foram suspensas. Permanecem as tradicionais, que têm base legal.

Números positivos

Em 2026, o único número que permanece ruim é a taxa básica de juros, a SELIC. Esta taxa alta tem repercussões negativas na economia por dois caminhos: de um lado, encarece a vida daqueles que precisam tomar dinheiro emprestado. De outro lado, aumenta os gastos do governo com pagamento de juros.

No entanto, na última ata do BACEN dá indícios de que a taxa começará a cair a partir de meados de março. Ou seja, dentro de umas três semanas. Esta queda trará economia para o governo, para o empresariado e para a população em geral.

Minha Casa, Minha Vida

A construção civil é um dos motores da economia e um dos bons indicadores de melhorias sociais. Para a economia, porque gera muito emprego e faz circular grande quantidade de materiais, como aços, cerâmicos, vidros, cimento. Para as famílias, cria mais moradias.

Programa minha casa, minha vidaO programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal, teve uma expansão em 2025 que surpreendeu até os mais otimistas. Segundo a Câmara Brasileia da Indústria da Construção Civil (CBIC), foram entregues 453.005 unidades residenciais no ano. Isto representa um aumento de 10,6% em relação ao ano de 2024.

No lado do consumo, foram compradas 426.260 destas unidades novas. Isto representa um aumento de 5,4%.

Deste total de imóveis, o programa MCMV foi responsável por 52% dos lançamentos, e 49% das vendas. Isto mostra a importância do programa para o país. Mas, não são números importantes só para a economia. Eles são importantes, também, para a vida das famílias. Pessoas que não tinham, mas agora passaram a ter casa nova.

O efeito retardado

Embora os números tenham começado a mostrar sinais de melhoras já no início de 2024, a percepção da população mostrava sinais de piora. É um fenômeno interessante este. Talvez tenha sido provocada pelos robôs das redes sociais. Notícias alarmistas, mentiras simples, conflitos e confusões geram tráfico na Internet e enriquecem muita gente. Além de as manipulações darem poder político aos divulgadores de notícias sensacionalistas e pessimistas.

Afinal, já faz mais de 200 anos que os donos da comunicação sabem que boas notícias e otimismo não vendem jornal. Pessimismo, tragédias e catástrofes, ao contrário, vendem muito. Esta experiência da comunicação impressa foi trazida para a Internet, acelerada e robotizada. Quem usa este conhecimento, ganha seguidores e curtidas.

Por outro lado, quem divulga fatos, especialmente se forem otimistas, ganha críticas.

Neste cenário, é natural ver a defasagem entre o avanço positivo dos fatos econômicos e sociais e a percepção das pessoas. No entanto, a distância entre a realidade, expressa em números, e as fake news, expressa em boatos, fantasias e ignorância, não pode aumentar indefinidamente. Chega um momento em que até os míopes e cegos são obrigados a perceber. Aparentemente, é o que começou a acontecer. Devagar, a população começa a melhorar seu humor e sua esperança com relação à economia do Brasil. É isto que consta na pesquisa Ipsos, sintetizada no gráfico elaborado pelo G1

Gráfico Ipsos: otimismo do brasileiro.

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