O Ministério Público em Nova Serra está atento:
Na última segunda-feira, 09/03/2026, saiu uma interessante notícia no Jornal Serranense, de Nova Serrana, que trata da vigilância e atuação firme do Ministério Público com os gastos feitos pelo Prefeito Municipal, especialmente quando há evidências de irregularidade (Ministério Público pede bloqueio de R$ 41 milhões pagos por Nova Serrana a hospital – Jornal Serranense).
O Prefeito pagou pelo que já é do povo:
A matéria informa que “o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pediu à Justiça o bloqueio de mais de R$ 41 milhões relacionados à compra do Hospital e Maternidade Santa Mônica, em Nova Serrana. O órgão suspeita que o município esteja pagando por um bem que já teria retornado ao patrimônio público após processo administrativo de reversão”.
Segundo aquele Jornal, o Promotor de Justiça esclareceu que “o terreno onde funciona o hospital foi doado pela prefeitura em 2017, com a condição de que a unidade prestasse serviços ao SUS. Como as contrapartidas não teriam sido cumpridas, o município abriu um processo em 2024 que resultou na reversão do imóvel e das benfeitorias ao patrimônio público”.
Nota de Esclarecimento do Promotor fala em “cautela”:
No dia seguinte à notícia o mesmo Jornal publicou uma Nota de Esclarecimento assinada pelo Promotor de Justiça da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Nova Serrana, na qual é expresso, com bastante propriedade, que “cumpre ressaltar que o Ministério Público, enquanto órgão de proteção da ordem jurídica e do patrimônio público, busca pautar sua atuação pelos princípios constitucionais da legalidade e da impessoalidade”.
Logo abaixo o Promotor informa que não há prova de ilegalidade, mas que a medida é uma cautela a fim de saber se o valor realmente é devido, já que o hospital descumpriu a sua parte no contrato e a reversão do imóvel, para a Prefeitura - eu diria, mais precisamente, para a população - é consequência desse descumprimento. E digo mais, quando se fala em dinheiro público, ou seja, dinheiro nosso, gerido pelos nossos representantes, todo cuidado é pouco e toda cautela e canja de galinha são bem-vindos.
Estamos sentindo falta dessa cautela em Bom Despacho:
Vendo esse caso, não posso me esquivar de pensar nos casos que envolvem gastos da nossa Prefeitura de Bom Despacho. Temos visto, desde a campanha eleitoral, pipocar várias denúncias de evidências de gastos mal-feitos, muitas vezes com fortes suspeitas de superfaturamento, pelo Prefeito Municipal.
Como ficam as situações já publicamente denunciadas?
Aí, por exemplo, nós perguntamos como fica a obra do anel rodoviário, absolutamente abandonada, mesmo com um empréstimo de 60 milhões de reais nas mãos do Prefeito.
E perguntamos se a Prefeitura vai reaver o nosso terreno, comprado por 3 milhões de reais para doação para a empresa Läut, que nunca deu início à construção de uma suposta fábrica de cervejas. Hoje sabemos que nunca houve intenção de construir essa fábrica, inclusive porque um dos donos da Läut, que exibia, de forma arrogante, um jatinho particular, está envolvido no escândalo do Banco Master.
https://www.jcbd.info/post/41/
https://www.jcbd.info/post/173/
https://www.jcbd.info/post/181/
https://www.jcbd.info/post/185/
https://www.jcbd.info/post/193/
E perguntamos se foi legal o aluguel, por poucos dias, de enfeites de Natal por mais de um milhão de reais, incluindo uma casinha de madeirite por quase 300 mil reais e um Papai Noel trabalhando meio horário, por duas semanas, por 30.000 reais.
https://www.jcbd.info/post/11/
https://www.jcbd.info/post/64/
E perguntamos se foi legal o aluguel, sem nenhuma necessidade, de bebedouros, por mais de 1 milhão de reais.
https://www.jcbd.info/post/116/
E perguntamos se haverá ressarcimento dos valores pagos pelo inexistente “asfalto ecológico”.
https://www.jcbd.info/post/168/
Todos os fatos acima foram publicamente denunciados:
Todos os fatos acima relatados foram motivo de matérias publicadas neste Jornal Comunitário, como comprovam os links explicitados e em redes sociais diversas.
Não temos mais esperança na atitude dos nove Vereadores:
Também como já foi várias vezes mostrado e demonstrado neste Jornal Comunitário, os Vereadores não mostram nenhuma vontade de cumprir o seu papel constitucional, que é fiscalizar os atos do Prefeito.
Assim, ainda nos resta o Ministério Público, cujos membros, por não serem eleitos, mas sim concursados, não têm nenhum compromisso político com quem quer que seja. O Ministério Público, em termos de dinheiro público, é uma espécie de anjo da guarda da população, uma espécie de tábua da salvação contra os desvios notoriamente praticados por administradores públicos em todo o Território Nacional.
12/03/2026 09:27
Vocês não vão falar sobre os recursos vindos do Orçamento Secreto (Emendas de Relator)? Sei que é do governo passado, desde quando o Fernando apoiava o Bertolino antes de ser cassado como vereador, e me parece pouco mas ainda assim não vi questioname
12/03/2026 19:24
De quais emendas do orçamento secreto você está falando? Eu me interessei por este assunto. Qual emenda? Quando? Para onde foi? Como foi gasta? Este assunto interessa.