Desde o primeiro dia, um mês atrás, Trump anunciou sua agressão ao Irã como um passeio no parque. Fez piadas, promessas e ameaças que não pode e não poderá cumprir. Mas, já no primeiro dia, tentou deixar sua marca de valentão global: com um míssil Tomahawk, matou 174 crianças numa escola. Um feito digno de valentões de revistas em quadrinhos.
No entanto, passado um mês, o cenário é sombrio para ele e para o mundo.
Ao que tudo indica, neste primeiro mês, o Irã destruiu ou inutilizou todos os radares avançados que os Estados Unidos tinham em torno do Irã. Depois disto, começou a ter sucesso cada vez maior, nas investidas contra navios americanos e contra o solo de Israel.
Cai a primeira joia da coroa
O F-35 é um avião caça que custa 110 milhões de dólares (meio bilhão de reais!) e sua fabricação consome 18 meses. Tem um custo de manutenção elevadíssimo, pois sua "invisibilidade" tem que ser revista após cada voo.
Pois bem, o Irã detectou e derrubou um destes aviões. Foi uma surpresa para os americanos, que consideravam o avião inatingível. Mas, o fato é que as forças do Irã o detectaram e derrubaram. Pode ter sido por sorte, ou pode ter sido por radares especializados, ou por detectores de calor. Isto, não se sabe, Mas, o avião foi destruído.
Queima-se a segunda joia da coroa
O navio USS Gerald R. Ford, maior porta-aviões do mundo, está fora de combate. Segundo os Estados Unidos, em decorrência de um incêndio acidental na lavanderia e por entupimento do sistema de descarga sanitária do navio. No entanto, a versão é suspeita. Há indícios de que o incêndio foi causado por um drone iraniano.
Explode-se a terceira joia da coroa
Dois dias atrás, os Estados Unidos admitiram a destruição e divulgaram imagens do avião atingido por um míssil iraniano.

Os radares inoperantes
Os Estados Unidos cercam o Irã com moderníssimos radares instalados em países vizinhos ao Irã, como Oman, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kwait. Com eles, pretendem controlar o espaço aéreo iraniano e proteger o território de Israel contra mísseis e drones iranianos. Eles funcionam como uma espécie de olhos avançados dos israelenses. Quando Irã manda seus mísseis, os radares os detectam e avisam Israel. Desta forma, as forças de defesa israelense têm tempo suficiente para atacarem os mísseis no ar.
Os Estados Unidos não admitem publicamente, mas é considerado certo que estes radares foram destruídos pelo Irã. A maior evidência disto é que, na última semana, os mísseis e drones iranianos têm atingido todo o território de Israel com intensidade nunca imaginada.
Cada radas destes custa em torno de US 1 bilhão (cerca de R$ 5 bilhões).
Bing, bing, bing - como Trump descreve a guerra
Para Trump, o ataque ao Irã mais parece um vídeo game dos antigos. Suas alegações foram resumidas no vídeo abaixo.
Custo de Vida nos Estados Unidos
Neste final de semana houve quase 4000 passeatas de protestos nos Estados Unidos. Dezenas de milhões de pessoas se reuniram para reclamar da guerra e dos seus impactos no custo de vida das famílias americanas.
Desde o início do segundo governo Trump, o custo da alimentação subiu, em média, 3%, os aluguéis subiram 3,8%. A conta de energia elétrica subiu 4,8% e o gás encanado subiu 10,9%. São aumentos incompatíveis com a história recente dos Estados Unidos.
Mas, onde o aumento de preços mais afeta os americanos (além do gás encanado) é no custo dos combustíveis de automóveis. Só neste primeiro mês de guerra, eles subiram de 19% a 40%. Algo que, definitivamente, arrebenta com o orçamento das famílias americanas, altamente dependentes de transporte baseado em automóveis, e sem infraestrutura adequada de transporte coletivo.
Não queremos reis (no kings)!
Assim como no Brasil a palavra ditador significa opressão, nos Estados Unidos a palavra que transmite sentimentos equivalentes é rei. Por isto, o mais forte movimento de protesto que os Estados Unidos já viram desde a guerra do Vietnã usa a palavra de ordem no kings! (sem reis!). No final de semana passado houve mais de três mil passeatas, com milhões de pessoas protestando contra a guerra e a forma como Trump vem conduzindo o governo americano.