Três religiões compartilham um berço comum: judaísmo, islamismo e cristianismo. As três têm Abraão como tronco principal. As três têm como dogma um Deus único (monoteísmo), a existência factual de Adão e Eva, o Dilúvio e a Arca de Noé.
O primeiro ponto de divergência surgiu com Cristo. Alguns judeus o consideram o messias, o salvador, e começaram a segui-lo. Outros judeus (a maioria), o consideravam um terrorista profano. Foram estes que o condenaram à morte. Mas, como os judeus não tinham autorização para executar pena de morte, eles solicitaram aos romanos que o executassem na cruz.
Pôncio Pilatos não viu crime em Jesus e ofereceu aos judeus a execução de um ladrão condenado. Contudo, os judeus insistiram na execução de Jesus. Para não contrariar a multidão, Pilatos lavou as mãos e mandou crucificar Jesus.
Divergência entre cristãos e judeus
Ali nasceu a divergência entre os judeus que seguiram Jesus e se tornam cristãos, e os judeus que continuaram a considerar Jesus um terrorista. Cerca de 2000 mil anos depois, estes judeus que consideravam Jesus terrorista fundaram o atual Estado de Israel. Mas, não judeus comuns. Os judeus que adotaram o sionismo.
Diferença entre judeu e sionista
Embora muitos judeus sejam sionistas, estas são duas coisas diferentes. O judaísmo é uma religião, cujos praticantes têm identidade étnica e cultural. Já o sionismo é uma ideologia nacionalista que pretende ocupar o Oriente Próximo e defende a destruição dos outros povos semitas da região. Historicamente, os judeus foram vítimas de perseguições. Ao contrário dos judeus, os sionistas são os perseguidores.
Divergência entre cristãos e muçulmanos
Enquanto para os judeus Jerus é apenar um terrorista blasfemo, para os cristãos ele é o messias, o filho de Deus.
Já para os muçulmanos, Jesus é o penúltimo profeta. Depois dele veio Muhammad ibn Abd Allah, conhecido em português como Maomé. No mais, cristãos e muçulmanos compartilham crenças comuns. Por exemplo, ambas as religiões acreditam que Maria foi mãe de Jesus, que Jesus operava milagres, que sua mãe o concebeu virgem, e que suas palavras devem ser seguidas.
Assim, o motivo de os judeus (especialmente os sionistas) não gostarem de cristãos é o mesmo de não gostarem de muçulmanos: o respeito por Cristo, que os judeus consideram criminoso.
A derrubada da imagem a marretadas
O exército sionista (conhecido como IDF) invadiu e ocupa o sul do Líbano, um país cuja população tem 40% de cristãos. Ao ver a imagem de Cristo, o soldado decidiu derrubá-la e quebrá-la. Na foto abaixo, a imagem aparece antes e depois de ser derrubada.
