Evento de gala para homenagear Educadores:
Na noite do dia 13 de abril de 2026, em um evento de gala sediado no salão nobre do IFMG, antigo SESC e antiga sede da Prefeitura Municipal, ocorreu a entrega da Comenda Educador de Minas 2026, para 87 educadores das redes pública e privada de escolas da cidade.
Antes de mais nada, é fundamental pontuar que os professores e profissionais da área de educação deviam ser cultuados, homenageados, reconhecidos financeiramente e apoiados o ano inteiro. A meu ver, piso de professor devia ser maior do que piso de médico, mesmo porque sem o professor não existe o médico.
Dentro dessa perspectiva, sem conhecer nenhum e nenhuma dos 87 homenageados, já têm o meu aplauso e as minhas congratulações.
Diz a Bíblia, é preciso separar o joio do trigo:
Dito isso, vamos separar o joio do trigo, como manda a Bíblia. A ex-Vereadora Paré protocolizou, junto ao Ministério Público de Bom Despacho, uma notícia de atos ilícitos, possivelmente prática de abuso de poder político, propaganda eleitoral antecipada e até mesmo crime eleitoral, em desfavor do atual Prefeito Fernando Andrade, do Vereador Breno Orleans, do Deputado Estadual Wendel Mesquita e do Deputado Federal Diego Andrade.
A exposição destacada dos nomes dos representados:
Percebe-se, dos fatos relatados pela Advogada Paré, que a homenagem aos professores era apenas uma desculpa, um mecanismo engenhoso, visando a dar destaque e divulgar, político-eleitoralmente, os nomes dos representados, especialmente Wendel Mesquita, Breno Orleans e Fernando Andrade.
Tanto é verdade que no convite para o evento já aparecem em destaque os nomes desses três modestos políticos. Logo depois, à margem, aparecem os logos da Prefeitura Municipal e do IFMG.
No Certificado, os três nomes aparecem ainda mais destacados, sendo que o logo da Prefeitura fica abaixo. Quem assina o Certificado, também de forma bastante destacada e ostensiva, é o Deputado Wendel Mesquita.


Quem pagou pela festa de gala e pela propaganda político-eleitoral?
A primeira pergunta que vem à mente de qualquer pessoa com um mínimo de consciência política é essa: quem pagou para promover a festa, usar o salão nobre e emitir os Certificados contendo em destaque os nomes de Wendel Mesquita, Breno Orleans e Fernando Andrade?
Até agora ninguém sabe, porque, como muito bem aponta a Advogada Paré na representação, os modestos políticos que emprestaram seus nomes não divulgaram nada a esse respeito. Ao contrário, divulgaram muito bem o evento e seus participações, como protagonistas, porém nada divulgaram sobre as verbas despendidas.
Sinuca de bico:
A questão de saber quem bancou a festa de gala e suas consequências legais, é uma questão quase matemática. E como tal, coloca os modestos políticos Wendel Mesquita, Breno Orleans e Fernando Andrade em uma sinuca de bico.
Vejamos: se foi a Prefeitura e/ou a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALEMG) que bancou(aram) tudo, a Constituição Cidadã veda, EXPRESSAMENTE, a promoção pessoal de políticos.
Vejamos o que diz o § 1º do art. 37 da CF, lembrando que o famoso art. 37 é aquele que traz todos os princípios que regem a Administração Pública brasileira, principalmente no que se refere à honestidade, transparência, impessoalidade.
Art. 37, § 1º, da Constituição Cidadã:
§ 1º A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.
Hipótese 1: a despesa foi paga com o nosso dinheiro:
Se a despesa foi pública, é expressamente vedada a promoção pessoal. Portanto, sem prejuízo de eventual crime eleitoral, supondo que a verba que bancou o luxuoso evento seja pública, dinheiro nosso, os modestos políticos Wendel Mesquita, Breno Orleans e Fernando Andrade, estavam proibidos de divulgar os seus nomes.
Hipótese 2: a despesa total saiu do bolso dos modestos políticos em questão:
Neste último caso, acredito que não haja lei que proíba a homenagem e o luxuoso evento. O que é proibido é utilizar o logo da Prefeitura Municipal em um evento exclusivamente privado.
O mesmo vale para o logo do IFMG, bem como o uso de espaço público sem ressarcimento e/ou sem autorização expressa, fundada na lei.
Nós, cidadãos de Bom Despacho, exigimos um esclarecimento público:
É isso que a Advogada e ex-Vereadora Paré está questionando junto ao Ministério Público. Vejamos como os modestos políticos Wendel Mesquita, Breno Orleans e Fernando Andrade se explicam.
08/05/2026 17:51
Esse prefeito é bom de falcatrua?
08/05/2026 20:38
Atitudes pouco republicanas.