
À esquerda, Flávio Bolsonaro, usando o quipá, aparece compenetrado no muro das lamentações. À direita, numa cerimônia onde se prostra em genuflexão para receber as benções de pastores evangélicos. Judeus, especialmente os zionistas (não confundir com isralenses), debocham de Cristo e vivem em guerra declarada contra cristãos. Mas, Flávio não se contrange em viver esta antinomia.
Caso chocolates Kopenhagen
Em resumo, Flávio Bolsonaro foi acusado de fazer rachadinhas (daí o apelido dele, de Flávio Rachadinha) com os servidores do seu gabinete. O dinheiro que lhe era devolvido pelos servidores era depositado em dinheiro vivo, na loja de chocolates que ele tinha. O que chamou a atenção foi que a loja só vendia à vista, com depósitos em dinheiro diretamente na conta bancária.
Entre março e dezembro de 2018, a loja vendeu R$ 1,6 milhão em pagamentos feito mediante depósitos diretamente na conta bancária. Loja de varejo vender mediante depósito direto em conta (antes do PIX), era um fato estranho.
Mas, o que era estranho ficou bizarro. Foram 63 depósitos de R$ 1,5 mil; 63 de R$ 2 mil e 74 de R$ 3 mil.
Qualquer pessoa sensata perguntaria: qual a chance de uma loja de chocolate fazer 63 vendas de exatamente R$ 1,5 mil cada; mais 63 de R$ 2 mil, e mais 74 de R$ 3 mil, todas pagas mediante depósito em dinheiro, na boca do caixa?
No ano anterior (2017), foram 48 depósito de R$ 2 mil, todos em dinheiro, e todos feitos na agência bancária da ALERJ, onde ficava o gabinete de Flávio Bolsonaro.
Investigações paralisadas
Incomprensivelmente, as investigações foram paralisadas em três frentes.
- A Desembargadora Suimei Meira Cavalieri (TJ-RJ) suspendeu a investigação porque entendeu que Flávio Bolsonaro não podia mais ser investigado pela justiça de primeira instância;
- O Desembargador Antônio Carlos Nascimento Amado (TJ-RJ), suspendeu a investigação com relação a um sócio de Flávio Bolsonaro;
- Finalmente, o Ministro Dias Toffoli (STF) suspendeu a investigação com base em dados coletados pelo COAF.
Assim, desde então, as investigações não andam (relembre aqui).
Caso da homófona Copenhagen
Agora estourou o caso da empresa Copenhagen. A empresa é do grupo de Daniel Vorcaro, do Banco Master. Aquele que Flávio mentiu dizendo que não conhecia. Depois, porém, ficou demonstrado que não só conhecia, como dele recebe mais de R$ 60 milhões.
Não só isto: em mensagem por WhatsApp, chamou Daniel Vorcaro de "irmão", e garantiu-lhe fidelidade. Também o visitou em sua casa. Finalmente, foi fotografado ao lado do capanga de Vorcaro, conhecido como Sicário.
Esta semana o jornal Metrópoles revelou que Flávio Bolsonaro emitiu duas notas fiscais de R$ 500 mil cada, contra a empresa Copenhagen (leia aqui).
A empresa é uma das empresas de lavagem de dinheiro usado por Vorcaro.
Flávio alega que as notas fiscais foram anuladas, o que de fato aconteceu. Mas, ele não consegue explicar por que as emitiu. E, o mais interessante, é que há uma terceira nota, também de R$ 500 mil, contra a empresa Contábil Correa do mesmo grupo de lavagem de Dinheiro do Vorcaro. Esta não foi anulada.
O mais estranho é que nem o senador Flávio Bolsonaro, nem a empresa que pagou sabe dizer que serviço fois prestado.
O jornal Metrópoles diagramou o esquema na forma abaixo.

São mais dois, de tantos esqueletos que têm saído do armário de Flávio Bolsonaro. Por isto mesmo, alguns analistas pensam que ele desistirá da campanha antes mesmo da convenção do PL.
24/07/2026 11:14
Pois é, que vote no Flávio Rachadinha quem quiser. Isto é um ponto positivo da democracia. Só não pode votar nele e dizer que é contra a corrupção. Se vota nele, está votando em corrupto. Comprovado por investigações policiais e judiciais.