O milionário Elon Musk se mostrou revoltado com a multa de € 120 milhões (R$ 700 milhões) que a União Europeia (UE) aplicou ao 𝕏. Primeiro, reagiu da forma que os bilionários das big tech reagem: chamando de censura. Depois, foi além, dizendo que a UE deveria ser desfeita.
A multa, comparada com a riqueza de Musk e o faturamento do 𝕏, é irrisória. Mas, trilionários são famosos pela sovinice. Musk não é exceção. Segundo a revista Forbes, sua fortuna é de R$ 2,6 trilhões.
Motivo da multa
Segundo apuraram as autoridades europeias, o 𝕏 violou as leis europeias em pelo menos quatro itens. Primeiro, a publicidade enganosa com o selo de verificação. Segundo, a falta de transparência na publicidade. Terceiro, a tentativa de obstruir o trabalho das autoridades.
Prepotência de Musk
Em resposta à multa, Musk teve duas reações. A primeira, já cansativa de tanto ser abusada, foi dizer que se trata de censura. A segunda, que bem mostra sua prepotência, foi dizer que a UE deveria deixar de existir.
Ora, quem é Musk para dizer o que os 450 milhões de europeus devem fazer de suas vidas, suas leis, seus costumes, suas regras?
Para ele (como para muitos da laia dele), fazer o que lhe dá na telha é democracia. Mas, quando 450 milhões de pessoas escolhem democraticamente suas próprias regras, aí é censura.
Perto de Musk e de outros plutocratas das big techs, os barões ladrões do século XIX nos Estados Unidos são anões da arrogância. Meros aprendizes.