A Caixa costuma divulgar dois tipos de lucro: o recorrente e o contábil. A diferença é importante. O lucro contábil inclui o recorrente, mas soma também o lucro eventual com a venda de ativos, como imóveis. A diferença pode ser grande. Foi o que aconteceu, por exemplo, em 2019, quando a Caixa vendeu imóveis no valor de R$ 15 bilhões.
Este lucro decorrente de venda de ativos (como o de 2019) troca patrimônio por dinheiro, portanto, não é um ganho verdadeiro. Não decorre de operações bancárias, que são o negócio da Caixa. É como uma pessoa que ganha salário mínimo, mas vende uma casa e apura dinheiro.
Financiamento de imóveis
Com relação a 2025, a Caixa aumentou em 15% o financiamento de imóveis. Este número indica que o setor de habitação deu um salto adiante. Ou seja, há mais gente construindo e mais gente comprando imóveis de moradia.
Índice de Basileia
O aumento da carteira de crédito em geral, e do crédito imobiliário em particular, aumenta o risco de inadimplência para o banco. Por isto mesmo, ele precisa aumentar suas reservar para cobrir eventuais prejuízos. Este fato é reconhecido e representado pelo chamado índice de Basileia, ou Acordo de Basileia. Ele mede se o banco está em situação de risco, ou se tem reservas suficientes para bancar eventuais problemas de inadimplência.
No caso da Caixa, no segundo trimestre de 2026, o índice foi de 15,5%. Isto mostra que o banco tem reservas sólidas para enfrentar calotes, caso ocorram.
Em suma, os últimos anos têm sido positivos para a Caixa, com crescimento constante do lucro recorrente, e ampliação do crédito aos brasileiros.