Alerta

PF investiga Flávio Bolsonaro por supeita de corrupção

Vorcaro prometeu R$ 164 milhões para o filme "Dark Horse" ("Azarão"), mas não queria aparecer como patrocinador

Fernando Cabral Por Fernando Cabral, em 29/08/2026 13:22
PF investiga Flávio Bolsonaro por supeita de corrupção
Dos R$ 164 milhões prometidos, o banqueiro transferiu R$ 61 milhões, até ser preso. Para a Polícia Federal e para a Polícia Civil de São Paulo, a história está mal contada.

Flávio Bolsonaro não convenceu nem a Polícia de São Paulo, nem a Polícia Federal que o dinheiro transferido por Vorcaro foi patrocínio. A investigação apura se o caso é de corrupção e crimes correlatos.

Os fatos chamam a atenção:

  1. Vorcaro transferiu R$ 61 milhões para financiamento do filme de Bolsonaro e prometeu chegar a R$ 164 milhões;
  2. Embora supostamente patrocinasse o filme, Vorcaro e seu banco não queriam aparecer como patrocinadores da obra;
  3. O fluxo do dinheiro é obscuro, indicando transferência ilícita de divisas;
  4. Flávio Bolsonaro prometeu, mas jamais cumpriu sua promessa de demonstrar onde o dinheiro foi gasto;
  5. O contrato relativo ao suposto financiamento só foi firmado após parcelas já terem sido transferidas;
  6. Há uma discrepância entre as afirmações de Flávio Bolsonaro, o produtor do filme, e o fundo que recebeu o dinheiro;
  7. A empresa encarregada da produção não é do ramo e não tinha experiência alguma na área
  8. Mesmo após Vorcaro ter sido preso, e solto com tornozeleira eletrônica, Flávio o procurou em busca de mais dinheiro;
  9. Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, e ardoroso defensor da família Bolsonaro, declarou que Flávio havia ido à casa de Vorcaro buscar "o resto do dinheiro";
  10. Quando o repórter perguntou a Flávio por que Vorcaro estava dando dinheiro para financiar o filme, Flávio Bolsonaro negou, chamou o repórter de mentiroso e fez galhofa, mas voltou atrás quando foi confrontado com as provas das transferências bancárias.

O crime

Para a Polícia Federal, em princípio,  o que aconteceu no caso foi o crime de corrupção passiva. Ou  seja, o Senador Flávio Bolsonaro recebeu vantagens em decorrência do seu cargo. É nesta linha de investigação que seguem as polícias de São Paulo e a Polícia Federal, embora com focos e motivações diferentes.

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Comentários (3)

Anônimo
Anônimo
29/08/2026 22:49

Votei no pai, me arrependi e muito. Não voto no Flávio nem se me pagar. É pior do que Jair, que foi uma decepção enorme. Bolsonaro não combateu a corrupção, combateu o trabalho da polícia. Nós da polícia nunca fomos tão humilhados.

Anônimo
Anônimo
29/08/2026 22:53

Eu também, decepsão. Não voto nesse delinguente. Estou em duvida se voto no 9 dedos, mas no Flávio nem fodendo. Prefiro votar em branco.

João Mazine
João Mazine
30/08/2026 07:50

Então são três. Votei no desgraçado do Bolsonaro. Ele baixou imposto de jetsky e veleiro, congelou o salário minínio e protegeu as milícias do Rio. Só me ferrei com ele. Voto nulo, mas não voto no corrupto do filho dele. Safado!