Desde que o IDH foi criado, o Brasil vem apresentando melhoras anuais. Em algumas épocas, melhorou mais, em outras, melhorou menos. Os únicos anos em que o Brasil regrediu foi entre 2019 e 2021, com o pior momento em 2021. Pioramos em tudo: saúde, educação e renda.
Embora todos os índices tenham piorado em 2021, o índice que mais pesou foi a saúde, puxado para baixo pela morte de mais de 700 mil pessoas por causa da COVID-19.
De 2023 para cá, todos os índices voltaram a crescer. O destaque continua sendo a saúde, seguido da educação. A renda ainda é nosso calcanhar de Aquiles, que puxa o índice para baixo.
Formação do IDH
A ONU usa a educação, a saúde e a renda como os indicadores de desenvolvimento humano. Os critérios são relativamente simples e têm medida objetiva. Embora o sistema não consiga medir todos os aspectos que trazem a satisfação de um povo, a quantificação é mais fácil e mais concreta do que parâmetros como "felicidade".
Saúde
Para o IDH, o principal parâmetro que mede a saúde de um povo é a longevidade. Quanto maior a expectativa de vida da população, melhor é a saúde. Isto faz sentido. Afinal, a expectativa de vida avalia a mortalidade desde o dia do nascimento até a morte por idade avançada.
No Brasil, o avanço se deve a três causas principais: as políticas de prevenção e os tratamentos.
Entre as políticas de prevenção, temos o saneamento básico, a vacinação, a segurança no trabalho e o combate ao tabagismo. Todos diminuem a mortalidade. Destes, o que está mais atrasado é o saneamento básico, mesmo assim, tem havido progressos consideráveis.
Ao fim e ao cabo, o grande responsável pelas conquistas na saúde é o SUS, que atua desde a prevenção, passa pela gravidade e nascimento, e atende o brasileiro até o final da vida.
Educação
Na educação, mede-se o acesso da população à escola. Quanto mais matrículas e mais anos de estudo, maior o índice. A educação no Brasil, conquanto ainda muito atrasada, quando comparada com os países campeões, como Finlândia e Japão, tem evoluído a passos largos.
Renda
Os números, desde 2012, mostram que há uma melhoria quase constante na renda. O único grande retrocesso aconteceu entre 2019 e 2021. Desde então, o índice voltou a melhorar. Houve até um pequeno ganho na taxa de recuperação.
O somatório e a desigualdade
A retomada do avanço do IDH após 2022 colocou o Brasil entre os países com alto desenvolvimento humano.. No entanto, há alguns problemas notáveis:
- Embora as mulheres tenham avançado mais do que os homens em saúde e educação, no quesito renda, a evolução do IDH delas é pior do que a dos homens;
- Os negros também estão conseguindo avançar, mas a diferença entre o IDH de brancos e de negros ainda é gritante;
- Alguns estados, como o Maranhão, ainda têm um IDH muito baixo, quando comparado com o restante do país, especialmente com as regiões Sul e Sudeste.
O lado otimista do IDH é que ele mostra uma melhoria quase constante. O lado triste é que ele também revela desigualdades brutais que precisam ser superadas.