Alerta

Brasil atinge IDH muito alto e se junta ao clube dos países desenvolvidos

O IDH mede os avanços na saúde, educação e renda. Em 2024, Brasil entrou no rol dos países avançados

Fernando Cabral Por Fernando Cabral, em 31/08/2026 08:19
Brasil atinge IDH muito alto e se junta ao clube dos países desenvolvidos
Embora haja discrepâncias escandalosas entre pretos e brancos, sulistas e nordestinos, o IDH indica melhores acentuadas no Brasil

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), desenvolvido pela ONU, reúne o desenvolvimento social de um país com base em três aspectos: renda, saúde e educação. O Brasil avançou nos três e entrou para o clube dos países com desenvolvimento muito alto. No entanto, o índice revela também muitas desigualdades.

Desde que o IDH foi criado, o Brasil vem apresentando melhoras anuais. Em algumas épocas, melhorou mais, em outras, melhorou menos. Os únicos anos em que o Brasil regrediu foi entre 2019 e 2021, com o pior momento em 2021. Pioramos em tudo: saúde, educação e renda.

Embora todos os índices tenham piorado em 2021, o índice que mais pesou foi a saúde, puxado para baixo pela morte de mais de 700 mil pessoas por causa da COVID-19.

De 2023 para cá, todos os índices voltaram a crescer. O destaque continua sendo a saúde, seguido da educação. A renda ainda é nosso calcanhar de Aquiles, que puxa o índice para baixo.

Formação do IDH

A ONU usa a educação, a saúde e a renda como os indicadores de desenvolvimento humano. Os critérios são relativamente simples e têm medida objetiva. Embora o sistema não consiga medir todos os aspectos que trazem a satisfação de um povo, a quantificação é mais fácil e mais concreta do que parâmetros como "felicidade". 

Saúde

Para o IDH, o principal parâmetro que mede a saúde de um povo é a longevidade. Quanto maior a expectativa de vida da população, melhor é a saúde. Isto faz sentido. Afinal, a expectativa de vida avalia a mortalidade desde o dia do nascimento até a morte por idade avançada.

No Brasil, o avanço se deve a três causas principais: as políticas de prevenção e os tratamentos.

Entre as políticas de prevenção, temos o saneamento básico, a vacinação, a segurança no trabalho e o combate ao tabagismo. Todos diminuem a mortalidade. Destes, o que está mais atrasado é o saneamento básico, mesmo assim, tem havido progressos consideráveis.

Ao fim e ao cabo, o grande responsável pelas conquistas na saúde é o SUS, que atua desde a prevenção, passa pela gravidade e nascimento, e atende o brasileiro até o final da vida.

Educação

Na educação, mede-se o acesso da população à escola. Quanto mais matrículas e mais anos de estudo, maior o índice. A educação no Brasil, conquanto ainda muito atrasada, quando comparada com os países campeões, como Finlândia e Japão, tem evoluído a passos largos. 

Renda

Os números, desde 2012, mostram que há uma melhoria quase constante na renda. O único grande retrocesso aconteceu entre 2019 e 2021. Desde então, o índice voltou a melhorar. Houve até um pequeno ganho na taxa de recuperação.

O somatório e a desigualdade

A retomada do avanço do IDH após 2022 colocou o Brasil entre os países com alto desenvolvimento humano.. No entanto, há alguns problemas notáveis:

  1. Embora as mulheres tenham avançado mais do que os homens em saúde e educação, no quesito renda, a evolução do IDH delas é pior do que a dos homens;
  2. Os negros também estão conseguindo avançar, mas a diferença entre o IDH de brancos e de negros ainda é gritante;
  3. Alguns estados, como o Maranhão, ainda têm um IDH muito baixo, quando comparado com o restante do país, especialmente com as regiões Sul e Sudeste.

O lado otimista do IDH é que ele mostra uma melhoria quase constante. O lado triste é que ele também revela desigualdades brutais que precisam ser superadas.

0
484
0

Comentários (0)

Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a comentar!