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Flávio Bolsonaro veste a carapuça e se assume miliciano. Min. Mendonça confirma.

Flávio Bolsonaro admitiu que a expressão "família miliciana" se refere a ele. O Min. André Mendonça confirmou a relação.

Fernando Cabral Por Fernando Cabral, em 26/09/2026 17:21
Flávio Bolsonaro veste a carapuça e se assume miliciano. Min. Mendonça confirma.
Tabet disse que a família miliciana detesta mulher preta, por isto ataca N. S. Aparecida. Flávio Bolsanaro se doeu e recorreu ao TSE. Min. André Mendonça confirmou a relação.

As relações de certas denominações evangélicas com Nossa Senhora Aparecida nem sempre foram pacíficas. Um pastor que é também deputado já propôs que fosse proibido chamar a santa dos católicos de padroeira do Brasil. sua imagem já foi chutada por pastores, e sua basílica já sofreu ameaças e ataques. Esta semana Flávio Bolsonaro assumiu as dores da "família miliciana", acusada de atacar N. S. Aparecida.

Não é de hoje que N. S. Aparecida, um dos símbolos mais fortes dos católicos do Brasil é atacado por certas alas de denominações evangélicas que se pretendem hegemônicas. Um caso famoso é do pastor Sérgio Von Helder, que chutou e quebrou uma imagem da Santa, numa programa de televisão, ao vivo.

Outro caso famoso é do pastor evangélico Sérgio Fernandes, da cidade de Bastos, em São Paulo, atacou a imagem de N. S. Aparecida com veemência, dizendo a imagem da santa o satanás fantasiado de azul. 

Em seguida, disse que a imagem não representava a cidade, e pediu para que ela fosse substituída por ovo ou por galinha:

"Põe ovo, põe galinha, põe o que quiser [no lugar da imagem], mas não vem pôr o Satanás fantasiado de azul na entrada da cidade", exortou o pastor. 

Agora foi a vez de Flávio Bolsonaro

O humorista Antônio Tebet escreveu “A família miliciana odeia tanto a mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”.

Ele se referia a um antigo projeto de lei apresentado à Câmara de Deputados que pretendia tirar de N. S. Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

Flávio Bolsonaro entendeu que a referência à família miliciana era uma referência a ele mesmo. Aí, pediu ao TSE que determinasse a retirada da matéria do humorista. O relator foi o Min. André Mendonça, que também é pastor evangélico.

O Ministro concluiu que o texto do humorista se referia realmente a Flávio Bolsonaro, e determinou que a publicação fosse apagada.

A ironia é que, como a mensagem não se refere a Flávio Bolsonaro nem direta, nem indiretamente, ao ajuizar a ação, ele vestiu a carapuça. Seu amigo, ministro André Mendonça, entendeu que ela estava lhe servindo bem. Aí, determinou que o texto fosse removido.

A decisão ainda irá a plenário.

Mas, o certo é que há correntes dentro das denominações evangélicas que não gostam de N. S. Aparecida.

É certo, também, que Flávio Bolsonaro é adepto dos milicianos. Ele já os defendeu inúmeras vezes em discursos na ALERJ. Também já condecorou vários deles, e os empregou no seu gabinete de deputado.

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