Não é de hoje que N. S. Aparecida, um dos símbolos mais fortes dos católicos do Brasil é atacado por certas alas de denominações evangélicas que se pretendem hegemônicas. Um caso famoso é do pastor Sérgio Von Helder, que chutou e quebrou uma imagem da Santa, numa programa de televisão, ao vivo.
Outro caso famoso é do pastor evangélico Sérgio Fernandes, da cidade de Bastos, em São Paulo, atacou a imagem de N. S. Aparecida com veemência, dizendo a imagem da santa o satanás fantasiado de azul.
Em seguida, disse que a imagem não representava a cidade, e pediu para que ela fosse substituída por ovo ou por galinha:
"Põe ovo, põe galinha, põe o que quiser [no lugar da imagem], mas não vem pôr o Satanás fantasiado de azul na entrada da cidade", exortou o pastor.

Agora foi a vez de Flávio Bolsonaro
O humorista Antônio Tebet escreveu “A família miliciana odeia tanto a mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”.
Ele se referia a um antigo projeto de lei apresentado à Câmara de Deputados que pretendia tirar de N. S. Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
Flávio Bolsonaro entendeu que a referência à família miliciana era uma referência a ele mesmo. Aí, pediu ao TSE que determinasse a retirada da matéria do humorista. O relator foi o Min. André Mendonça, que também é pastor evangélico.
O Ministro concluiu que o texto do humorista se referia realmente a Flávio Bolsonaro, e determinou que a publicação fosse apagada.
A ironia é que, como a mensagem não se refere a Flávio Bolsonaro nem direta, nem indiretamente, ao ajuizar a ação, ele vestiu a carapuça. Seu amigo, ministro André Mendonça, entendeu que ela estava lhe servindo bem. Aí, determinou que o texto fosse removido.
A decisão ainda irá a plenário.
Mas, o certo é que há correntes dentro das denominações evangélicas que não gostam de N. S. Aparecida.
É certo, também, que Flávio Bolsonaro é adepto dos milicianos. Ele já os defendeu inúmeras vezes em discursos na ALERJ. Também já condecorou vários deles, e os empregou no seu gabinete de deputado.