Nos últimos meses, Bom Despacho tem sido obrigada a conviver com uma sequência de denúncias graves envolvendo o atual prefeito.
Desde o período eleitoral, acumulam-se questionamentos que colocam em xeque não apenas atos isolados, mas a forma como o poder foi conquistado e como vem sendo exercido.
VAMOS AOS FATOS
A eleição que levou o atual gestor ao comando do município é alvo de denúncia por fraude à cota de gênero, uma prática que atinge diretamente o princípio da igualdade e da legalidade do processo democrático.
Paralelamente, o gestor responde a outros processos eleitorais, todos relacionados a ilegalidades cometidas durante a campanha.
E, já em menos de um ano de mandato, surgem novas denúncias administrativas, incluindo fortes indícios de superfaturamento, irregularidades em licitações e de mau uso do dinheiro público.
COINCIDÊNCIA?
Esse conjunto de fatos não pode ser tratado como coincidência. Ele aponta para um padrão de conduta que precisa ser observado com atenção pela população.
HOUVE CONFISSÃO DE UM CRIME
Dentro desse contexto, há um ponto que precisa permanecer vivo na memória coletiva de BD que diz respeito à fraude à cota de genero: independentemente de a Justiça aceitar ou não a validade dos áudios divulgados via WhatsApp, houve confissão por parte de algumas das mulheres compradas para emprestar seus nomes e completar a chapa do atual prefeito. Houve admissão de prática ilícita. Houve reconhecimento de um crime eleitoral.
E isso não se apaga com decisões processuais, recursos jurídicos ou interpretações formais da lei.
Quem burla a lei para vencer uma eleição demonstra que vê as regras como obstáculos, não como compromissos éticos.
QUEM COMETE CRIME DURANTE A ELEIÇÃO, COMETE DEPOIS
Não existe gestor “meio honesto”.
Não existe fraude “aceitável”.
Não existe ilegalidade que se dissolva após a posse.
Quem aceita atalhos ilegais para vencer não administra com transparência quando assume o controle do orçamento público.
A lógica é simples — e o povo já sente isso na pele e no bolso.